Uma mãe procurou a direção da Escola Estadual General Curado, no bairro Industrial, em Anápolis (GO), após a professora de seu filho, segundo ela, ter mandado o estudante “calar a boca” durante uma aula. A mãe considera a expressão desrespeitosa e cobra esclarecimentos da unidade escolar sobre a conduta da docente.
De acordo com o relato da responsável, além de ordenar que o aluno “calasse a boca”, a professora teria criado um ambiente ríspido em sala, chegando a gritar com os estudantes. Inconformada com o episódio, a mãe foi até a escola para conversar diretamente com a direção e pedir um posicionamento formal.
A autora da denúncia afirmou que não aceitará qualquer tipo de tratamento que, em sua visão, fira a dignidade e o respeito ao aluno. Ela também relatou que outros estudantes teriam comentado situações semelhantes, alegando que a docente costuma ser ríspida ao solicitar silêncio ou chamar atenção de maneira elevadada.
Até o momento, representantes da escola e da Secretaria de Educação de Goiás (Seduc) não divulgaram uma nota oficial sobre o ocorrido ou explicações públicas sobre eventuais medidas adotadas diante das reclamações.
Especialistas em educação afirmam que a forma de comunicação de docentes com alunos é um aspecto sensível no ambiente escolar e que ordens como “calar a boca” podem ser consideradas inadequadas se não forem precedidas por uma gestão de sala de aula pautada em respeito mútuo e diálogo. O debate sobre limites de autoridade e práticas pedagógicas tem sido tema de discussões em diferentes contextos educacionais.
Fonte: Rota Policial Anápolis.