Gabriel de Castro Ferreira, de 19 anos, é o jovem investigado no caso envolvendo Ana Clara Silva, de 13 anos, que desapareceu em Anápolis e foi localizada pela Polícia Civil após três dias de buscas. O caso ganhou novos desdobramentos após declarações do próprio investigado sobre como teria sido planejada a saída da adolescente de casa.
Nesta quinta-feira (11), a Justiça decidiu manter Gabriel preso preventivamente após a realização da audiência de custódia. Ele havia sido detido inicialmente em flagrante e é investigado pelos crimes de cárcere privado e estupro de vulnerável.
Antes de ser levado ao sistema prisional, Gabriel falou com portais de notícias de Anápolis e apresentou sua versão sobre a relação que mantinha com a adolescente. Segundo ele, os dois se conheceram pelas redes sociais, após serem apresentados por uma amiga de Ana Clara, e passaram a conversar com frequência.
Durante os diálogos, conforme relatado pelo jovem, Ana Clara teria contado sobre problemas pessoais e demonstrado vontade de deixar a casa da família. Gabriel afirmou que se identificou com a situação por também ter pensado em fugir de casa quando tinha a mesma idade e, a partir disso, teria decidido ajudar a adolescente.
O próprio investigado reconheceu que foi dele a iniciativa de organizar a fuga. Segundo Gabriel, ele teria planejado como a adolescente deixaria a residência e pensado em maneiras de evitar que ela fosse localizada. A versão apresentada também coincide com informações divulgadas pela investigação, segundo as quais a adolescente teria sido orientada a sair durante a madrugada, evitar câmeras de segurança e se desfazer do celular.
Durante a entrevista, Gabriel também afirmou que morava sozinho em Anápolis e que não teria compartilhado o plano com outras pessoas. Questionado sobre a possibilidade de responder criminalmente pela situação, disse que tinha conhecimento das consequências, mas justificou sua atitude afirmando que queria proporcionar à adolescente uma oportunidade que ele próprio não teve quando era mais novo.