Fagner de Lima Oliveira, de 32 anos, era pastor de uma igreja evangélica, pai dedicado e conhecido pela forte ligação com a família. Ele morreu após cair de um barco junto com o filho, de 4 anos, no Lago das Brisas, em Buriti Alegre, no sul de Goiás. O corpo da criança ainda é procurado pelo Corpo de Bombeiros.
Morador de Buriti Alegre há cerca de cinco anos, Fagner tinha uma relação próxima com o lago. Segundo o irmão dele, Fabiano de Lima, o homem trabalhava com manutenção de um flutuante e fazia o trajeto pelo local praticamente todos os dias havia aproximadamente três anos.

Além do trabalho, Fagner também era atuante na vida religiosa. Ele pregava na Assembleia de Deus Centro-Norte de Corumbazul, povoado turístico de Buriti Alegre. Nas redes sociais, a esposa, Jaqueline Oliveira, compartilhava registros da família e momentos em que o marido aparecia ministrando na igreja.
A família também costumava publicar momentos de carinho e convivência. Em uma publicação feita dias antes da tragédia, Jaqueline mostrou um momento de mudança no visual e recebeu uma declaração do marido. Em outras ocasiões, ela compartilhou registros de passeios ao lado de Fagner e do filho.

Para a cunhada, Tays França, Fagner era um homem de grande importância para a família. Em entrevista ao g1, ela afirmou que Jaqueline ficou completamente abalada com a perda e descreveu o cunhado como um “homem incrível”, destacando sua dedicação como pai e sua atuação religiosa. A criança também foi lembrada pela família como um menino inteligente e muito ligado ao pai.
O acidente aconteceu no final da tarde de sexta-feira (18). Conforme informações do Corpo de Bombeiros, pai e filho estavam em um barco quando caíram na água e desapareceram. Testemunhas relataram que os dois submergiram rapidamente. Nenhum deles utilizava colete salva-vidas no momento do acidente.
Fagner foi localizado pelos bombeiros na manhã de sábado (19). As buscas pelo menino continuam com a participação de equipes especializadas e mergulhadores deslocados de Itumbiara e Goiânia. As condições encontradas no fundo do Lago das Brisas têm dificultado o trabalho, com pontos de até 20 metros de profundidade, grande quantidade de sedimentos, baixa visibilidade e presença de galhadas. Um sonar de alta tecnologia também é utilizado para auxiliar na localização da criança, principalmente diante da dificuldade de determinar com precisão o ponto onde ocorreu a submersão.