O vereador Luzimar Silva (PP) criticou duramente a decisão da gestão municipal de não dar sequência às obras da Ponte Estaiada Edenval Ramos Caiado, que ligaria as avenidas Brasil Sul e Pedro Ludovico. Em entrevista ao Painel DM desta sexta-feira (7), o parlamentar disse que a decisão é revoltante e alertou para o desperdício de recursos públicos caso a estrutura permaneça inacabada.
“É revoltante. É uma luta que começou com o vereador Quinzinho lá atrás, depois o vereador Valdete [Fernandes], e a gente deu continuidade, passando para a prefeitura a importância. E o pior disso aí é o desperdício do dinheiro público. Aqueles ferros enferrujados vão detonar ali. Aquela obra vai ficar ruim. Então, é muito dinheiro. É com muita tristeza [que a gente acompanha esse anúncio]”, declarou.
As obras da ponte tiveram início em dezembro de 2023 e estão cerca de 40% concluídas. O investimento previsto era de R$ 125 milhões, obtidos por meio de financiamento. No entanto, segundo a prefeitura, todo o recurso já foi consumido pela gestão anterior e não há disponibilidade financeira para manter a execução dos serviços.
Luzimar Silva destacou que questionou diretamente sobre a continuidade da obra durante a prestação de contas da Prefeitura. “O prefeito falou que não ia tirar dinheiro da saúde, que não ia tirar dinheiro da merenda. Agora, é óbvio, o dinheiro da merenda vem para a merenda, da saúde vem para a saúde. Então, deixou bem claro que não iria dar continuidade, que iria buscar através de força política, até mesmo com o governador, para continuar”, disse o parlamentar.
O vereador destacou, ainda, que a paralisação da ponte terá impacto principalmente para moradores da região sul, como nos bairros Vivian Park e Copacabana, que dependem do trajeto para acessar pontos estratégicos da cidade.
“Nós sabemos da importância hoje, a dificuldade para quem mora no Vivian Park, em Copacabana, para ir lá no Posto Presidente, no trevo do DAIA, para ir para a UPA. Atravessando por ali, é dois, três minutos. Então, é com muita tristeza mesmo que aquela população acompanha essa notícia. Eu vou ali no mercado, na feira, no campo, e o povo me pergunta: ‘Luzimar, e aí, essa obra vai parar mesmo?’. Infelizmente, é isso", conta.