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HOMEM É DETIDO PELA POLÍCIA MILITAR APÓS TRÊS MESES DE PERSEGUIÇÃO E AMEAÇAS CONTRA MÉDICA EM ANÁPOLIS


Uma médica que trabalha em Anápolis passou a enfrentar uma situação de medo e preocupação após se tornar alvo de perseguição por parte de um homem que havia sido atendido por ela em uma unidade hospitalar. O caso, que se estende há aproximadamente três meses, teve um novo desdobramento nesta terça-feira (3), quando o suspeito foi localizado na UPA da Mulher, na Vila Jussara.

De acordo com as informações apuradas, os episódios começaram em julho deste ano, depois que a profissional atendeu o indivíduo no Hospital Alfredo Abraão. A partir daquele momento, ele teria iniciado uma série de tentativas de aproximação, principalmente por meio das redes sociais.

Mesmo sendo bloqueado pela médica, o homem continuava tentando estabelecer contato, criando novos perfis no Instagram e no TikTok. As mensagens enviadas, segundo o relato da vítima, continham assédio, ofensas e até ameaças. Ele também teria utilizado imagens da profissional encontradas em publicações de terceiros.

Com o passar do tempo, a situação teria ultrapassado o ambiente virtual. O suspeito começou a aparecer nas unidades de saúde onde a médica trabalha, inclusive em horários próximos aos seus plantões, aumentando ainda mais a sensação de insegurança.

Diante da frequência das perseguições e do receio de que a situação pudesse evoluir para uma agressão física, a médica precisou adotar medidas para preservar sua segurança. Entre elas, passou a contar com a companhia do namorado para deixar o trabalho, especialmente durante a madrugada.

O episódio mais recente aconteceu nesta terça-feira (3), quando a profissional percebeu novamente a presença do homem na unidade de saúde e acionou a Polícia Militar. Os policiais foram até o local e realizaram a abordagem do suspeito.

Durante a ocorrência, o indivíduo teria apresentado resistência e comportamento agressivo, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe policial e das pessoas que estavam na unidade.

A ocorrência foi registrada e deverá ser apurada pelas autoridades como possível crime de perseguição, conhecido juridicamente como stalking. A prática consiste em perseguir alguém de maneira repetitiva, por qualquer meio, causando ameaças à integridade física ou psicológica, restringindo sua liberdade ou invadindo sua privacidade.

O caso chama a atenção para a gravidade da perseguição, que pode ultrapassar os limites das redes sociais e provocar consequências diretas na rotina e na segurança das vítimas.

Fonte: Rota Policial Anápolis.


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