O comandante Fábio Costa, do 3º Comando Regional da Polícia Militar (3º CRPM), concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (22), em Anápolis, e comentou sobre as operações policiais realizadas na cidade, os resultados das prisões e a atuação de advogados na defesa de suspeitos detidos.
Durante a coletiva, o comandante afirmou que a Polícia Militar não vai recuar no combate à criminalidade, mesmo diante da atuação de advogados que comparecem às delegacias para acompanhar os presos.
“Aqui em Goiás nós não vamos recuar. Não adianta advogados bem-sucedidos virem querer defender bandido”, declarou Fábio Costa.
O comandante também questionou a origem dos recursos utilizados por suspeitos presos para custear a contratação de advogados. Segundo ele, em algumas ocorrências, profissionais da advocacia chegam à delegacia logo após a prisão dos investigados.
“Entramos em uma casa para prender um criminoso, encontramos um carro roubado e, quando chegamos lá, já tem um advogado junto com a gente”, afirmou.
Na sequência, Fábio Costa levantou questionamentos sobre como os investigados conseguem pagar pelos serviços jurídicos.
COMANDANTE CITA SUSPEITO PRESO POR ROUBO CONTRA MOTORISTA DE APLICATIVO
Durante a coletiva, o comandante também comentou sobre a prisão de um suspeito de roubar um motorista de aplicativo em Anápolis.
Segundo Fábio Costa, o indivíduo já havia sido preso outras cinco vezes por furtos em residências e de televisores, mas acabou sendo colocado em liberdade.
O comandante utilizou o caso para demonstrar preocupação com a reincidência criminal e defender a continuidade das ações policiais contra suspeitos envolvidos em crimes na cidade.
As declarações ocorrem em meio ao reforço das operações de segurança pública em Anápolis, diante da preocupação com a sequência de crimes violentos registrados recentemente no município.
A atuação da defesa de pessoas investigadas é um direito garantido pela legislação brasileira. A prisão de um suspeito não representa, por si só, uma condenação criminal, cabendo à Justiça analisar as provas e decidir sobre cada caso.
Fonte: Rota Policial Anápolis.