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ANÁPOLIS: TRIBUNAL DO JÚRI RECONHECE COMO HOMICÍDIO PRIVILEGIADO NO CASO JULIANO; RÉU É CONDENADO A 5 ANOS E MINISTÉRIO PÚBLICO RECORRE


O Tribunal do Júri de Anápolis concluiu, nesta sexta-feira (17), o julgamento do caso que apurou a morte de Juliano da Silva Euzebio, de 36 anos. O réu foi condenado a cinco anos de prisão, com cumprimento inicial da pena em regime semiaberto.

O crime ocorreu em 2021 e teve grande repercussão em Anápolis. Conforme as investigações, o homicídio aconteceu no pátio de um posto de combustíveis, onde funcionários de uma empresa participavam de uma confraternização.

Durante o evento, um desentendimento entre os envolvidos evoluiu para agressão. Juliano foi atingido por golpes de faca na região do tórax e morreu em decorrência dos ferimentos.

Após a análise das provas e dos debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado na modalidade de homicídio privilegiado. Nessa modalidade, os jurados entendem que o acusado agiu em circunstâncias previstas na legislação, como sob violenta emoção após injusta provocação da vítima ou por relevante valor moral ou social, o que permite a redução da pena.

Com a decisão dos jurados, o juiz fixou a pena em cinco anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.

Logo após a leitura da sentença, o Ministério Público informou que interpôs recurso contra a decisão, buscando a reavaliação da condenação. Agora, o processo será encaminhado ao Tribunal de Justiça, que analisará os argumentos apresentados pela Promotoria e decidirá se mantém ou modifica a decisão do Tribunal do Júri.


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