A Polícia Civil de Goiás concluiu nesta quinta-feira (19) o inquérito que investigou o assassinato da corretora Daiane Alves, em Caldas Novas. Após mais de 40 dias de apuração, a investigação apontou que o crime foi premeditado e teve como autor o síndico do condomínio onde a vítima residia.
De acordo com a corporação, arquivos apagados do celular da corretora foram recuperados por meio de perícia técnica. Os registros mostram o momento em que Daiane desce ao subsolo do prédio para verificar o disjuntor de seu apartamento após um corte proposital de energia elétrica.
Emboscada planejada
Conforme a cronologia apresentada no inquérito, o crime ocorreu às 19h00min20s do dia 17 de dezembro. Ao perceber a falta de energia na unidade 402, a vítima desceu até a área técnica do condomínio, registrando a situação em vídeo.
No local, o síndico já a aguardava. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava luvas e havia posicionado previamente o veículo com a intenção de remover o corpo após a execução.
A investigação confirmou que Daiane foi morta com dois disparos de arma de fogo.
Indícios que afastaram desaparecimento voluntário
Um dos elementos considerados decisivos para descartar a hipótese de desaparecimento voluntário foi o fato de a vítima não ter levado seus óculos. Familiares relataram que ela não saía de casa sem o acessório.
A ausência foi percebida no dia seguinte, por volta das 18h, e o desaparecimento foi oficialmente comunicado às autoridades cerca de uma hora depois.
Histórico de conflitos
O inquérito também revelou um histórico de desentendimentos entre a vítima e o investigado. Há registros anteriores de calúnia, injúria e agressão física. Além disso, a polícia identificou interrupções de serviços essenciais, como água e gás, na unidade da corretora antes do crime.
Após o desaparecimento, segundo a investigação, o suspeito teria iniciado comportamentos caracterizados como perseguição sistemática.
Corpo localizado após 42 dias
O corpo de Daiane foi encontrado no dia 28 de janeiro, em uma área de mata, 42 dias após o desaparecimento.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
Fonte: Rota Policial Anápolis.