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Após polêmica e questionamentos, seleção abre Copa América contra a Venezuela


Vai ter Copa América no Brasil. Depois da desistência de Colômbia e Argentina como sedes originais, de um manifesto dos atletas da seleção brasileira com críticas ao torneio por "razões humanitárias e de cunho profissional", dos protestos de movimentos sociais no Distrito Federal por conta dos jogos durante o agravamento da pandemia e até da desistência de três patrocinadores, o torneio de seleções da América do Sul começa neste domingo, com Brasil e Venezuela, às 18h, em Brasília.

A realização do torneio parecia tão incerta que o martelo só foi batido nesta quinta-feira, 10. O Supremo Tribunal Federal analisou, ao mesmo tempo, três processos contra a realização da competição em função da possibilidade de disseminação do novo coronavírus. Os 11 ministros do STF votaram contra esses pedidos Eles permitiram o evento, pois os jogadores serão submetidos a testes para diagnosticar infecção por covid-19 e a disputa não terá público. O Ministério da Saúde já havia definido que a vacinação dos atletas não será obrigatória. Pelo menos quatro seleções, entre elas, o Brasil, ainda não tomaram nem a primeira dose.

Mesmo assim, três patrocinadores decidiram não associar suas marcas ao torneio: Mastercard, Ambev e Diageo. Na prática, os contratos não foram rescindidos, mas campanhas publicitárias e exposições dessas marcas serão evitadas. Especialistas opinam que o torneio perdeu parte do seu poder de atração por conta das controvérsias e das polêmicas.

Do ponto de vista esportivo, a Copa América também não vale muita coisa. Atualmente, ela não vale classificação para algo maior, como a antiga Copa das Confederações. Além disso, foi banalizada. Já foram realizadas edições em 2015, 2016 e 2019. Esta será a quarta em seis anos.

Por:Mais Goiás.


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