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PROBLEMA HISTÓRICO: PREFEITURA DE ANÁPOLIS AVANÇA MAIS UMA FASE PARA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DE RISCO


Depois de décadas sem aplicação de recursos robustos em áreas sensíveis em Anápolis, a Prefeitura realizou uma espécie de inventário das áreas de risco no município. A ideia é garantir mais recursos para subsidiar ações de prevenção, preparo e monitoramento em locais suscetíveis a erosão, deslizamento, inundação, enxurrada, entre outros processos geológicos.  

Em resposta a esse trabalho conjunto da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) e da Secretaria de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Anápolis, o Governo Federal reconheceu, por meio Diário Oficial da União (DOU), a situação de emergência no município nesta quinta-feira (05).

Na prática, além de angariar recursos federais previstos pela legislação, o documento permite também que o município atue emergencialmente em casos de risco iminente – atalhando processos complexos para injeção de recursos em momentos pontuais. O desdobramento do trabalho dos servidores públicos é considerado estratégico com o avanço e consequências da crise climática.

De acordo com o coordenador do COMPDEC, Rafael Farinha, o levantamento é um compilado realizado de 2019 para cá – cujos locais são resultado de décadas de inação de agentes públicos ou mesmo liberação de loteamentos sem sistemas de drenagem - somando 48 áreas de riscos. São 33 erosões e as demais são distribuídas entre áreas com ocorrências de alagamentos, enxurradas e inundações.

“Há pouco tempo foi publicado um decreto com 10 áreas de riscos e essas foram as consideradas mais graves para que os recursos possam ser aplicados mais rapidamente”, diz Rafael Farinha.

O secretário de obras, Thiago de Sá, ressalta que os custos para esses tipos de obras são milionários e impraticáveis para o orçamento do município de Anápolis. Por isso, a importância desse trabalho de levantamento, análise e projetos para conseguir recursos externos. “Nós fizemos o levantamento, projetos e buscamos os recursos com o Governo Federal e conseguimos R$ 41 milhões, sendo R$ 30 milhões para macrodrenagem, R$ 4 milhões para encostas e R$ 7 em drenagem”, detalhou Thiago de Sá ao complementar que o município avançou mais uma fase para buscar a recuperação de áreas críticas.


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