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Anticoncepcional masculino pode estar perto de chegar ao mercado.


Depois da pílula anticoncepcional masculina ter demostrado 99% de eficácia em camundongos, a promessa pela chegada deste método ao mercado está cada vez mais próxima. Pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, apresentaram resultados do estudo de um contraceptivo masculino não hormonal que foi capaz de prevenir a gravidez em camundongos, sem apresentar efeitos colaterais. Os estudos foram apresentados em uma reunião da American Chemical Society (ACS) em março.

No estudo, os pesquisadores apostaram na proteína chamada receptor alfa do ácido retinóico (RAR-alfa). Essa molécula está ligada a formação de espermatozoides. Na pesquisa, nas cobaias, a eliminação do gene da RAR-alfa tornou as cobaias estéreis e não causou efeitos colaterais. Desta forma, a busca por uma molécula que possa inibir o RAR-alfa com segurança é o propósito. Depois de quatro a seis semanas sem receberem o composto, os camundongos recuperaram a fertilidade.

Agora, os pesquisadores planejam iniciar os testes em seres humanos no próximo semestre. Com isso, responsáveis acreditam que a pílula pode estar disponível no mercado até 2027. Isto porque a busca por um contraceptivo não hormonal é o objetivo, uma vez que a maioria dos compostos testados em humanos, atualmente, tem como alvo o hormônio testosterona, que, ao ser inibido, pode levar a efeitos colaterais como ganho de peso, depressão e aumento dos níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL).

Historicamente, as opções de métodos contraceptivos são maiores para as mulheres, enquanto para os homens as duas opções de controle de natalidade são os preservativos masculinos e a vasectomia. Sendo esta última, um procedimento cirúrgico considerado uma forma permanente de esterilização, que embora possa ser revertido, nem sempre é bem-sucedido. Com isso, a necessidade de um contraceptivo eficaz e reversível, semelhante à pílula anticoncepcional para mulheres tem mobilizado a comunidade científica.

Neste ano, completam-se 65 anos do lançamento do método conceptivo oral feminino – a pílula. Criada em 1967, o remédio tinha o intuito de tratar distúrbios da menstruação. Porém, na bula, constava que um dos efeitos colaterais era a suspensão temporária da fertilidade. Três anos depois, a pílula passou a ser vendido como contraceptivo oral.


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