Uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Anápolis resultou na prisão de uma mulher de 45 anos por transporte irregular de substância química perigosa, na tarde desta sexta-feira (17). A abordagem ocorreu após os agentes observarem um veículo trafegando de forma suspeita, muito próximo ao automóvel à frente, em uma possível tentativa de evitar a fiscalização.
Durante a abordagem, os policiais constataram que se tratava de um utilitário de carga. Ao inspecionar o compartimento traseiro, foram encontrados 29 galões contendo substância classificada como perigosa. A análise dos rótulos indicou tratar-se de hidróxido de potássio em solução, produto enquadrado como de risco ambiental e sujeito a controle específico por órgãos reguladores.
Segundo a PRF, o veículo não possuía qualquer tipo de sinalização obrigatória para o transporte de produtos perigosos, nem equipamentos de segurança, como itens de proteção individual ou dispositivos para situações de emergência. Também não foi apresentada documentação fiscal ou autorização para o transporte da carga.
Ainda de acordo com o relato policial, a condutora informou que adquiria o material em outra cidade e o transportava para processamento, alegando extrair um metal de valor comercial. Ela também declarou que descartava os resíduos do processo na rede de esgoto, o que pode configurar crime ambiental.
Os agentes verificaram ainda que a substância transportada é controlada e pode ser utilizada na produção de entorpecentes. Consultas aos sistemas oficiais indicaram que nem a condutora nem o passageiro possuíam autorização para manuseio ou transporte do produto.
Diante das irregularidades, a ocorrência foi encaminhada à Central de Flagrantes de Anápolis. A autoridade policial lavrou auto de prisão em flagrante pelo crime ambiental relacionado ao transporte inadequado de substância perigosa, com arbitramento de fiança no valor de R$ 5 mil. Também foi instaurado procedimento para apurar possível enquadramento na Lei de Drogas.
O caso segue sob investigação para esclarecer a origem do material, sua destinação e eventuais conexões com outras práticas ilícitas.
Fonte: Rota Policial Anápolis.