A delegada Aline Lopes fez um forte alerta na tarde desta segunda-feira(11), sobre os impactos do feminicídio na vida das crianças que ficam após a morte das mães vítimas de violência doméstica. Em uma publicação nas redes sociais, ela destacou que o crime vai muito além da perda de uma mulher e deixa marcas profundas em filhos e familiares.
Segundo a delegada, muitas crianças que perdem a mãe para o feminicídio também perdem a sensação de segurança, a rotina e o próprio lar. Em diversos casos, elas acabam sendo separadas dos irmãos e passam a conviver com traumas psicológicos graves após presenciarem cenas de violência dentro de casa.
“Essas crianças não perdem só a mãe. Elas perdem a segurança, a rotina, o lar. Muitas assistiram, ouviram ou foram as primeiras a chamar ajuda”, destacou Aline Lopes.
A delegada também criticou a falta de assistência oferecida às crianças vítimas indiretas do feminicídio. De acordo com ela, enquanto o sistema se mobiliza rapidamente para garantir os direitos do autor do crime, muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir acompanhamento psicológico, apoio social e proteção adequada aos menores.
Aline Lopes reforçou ainda a importância da denúncia nos primeiros sinais de violência doméstica. Ela orienta que mulheres ameaçadas ou vítimas de agressões procurem ajuda imediatamente para evitar que os casos terminem em tragédia.
“Se afaste ao primeiro sinal. Os seus filhos não podem fazer parte dessa estatística. A sua vida vale, e a deles depende da sua”, afirmou.
A delegada também fez um apelo para que homens procurem ajuda antes de cometer atos violentos. “Pare. Pense. Não mate a mãe dessas crianças”, disse.
Os casos de feminicídio seguem sendo uma das maiores preocupações das autoridades de segurança pública no Brasil. Além das vítimas fatais, os crimes deixam centenas de crianças órfãs todos os anos, muitas delas marcadas para sempre pela violência presenciada dentro do ambiente familiar.
Mulheres em situação de violência podem denunciar pelos telefones 180 e 197.