A delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, comentou a prisão de um homem de 48 anos, investigado por estupro de vulnerável contra a própria filha. Segundo a Polícia Civil, os abusos teriam começado quando a vítima tinha apenas 12 anos e continuado ao longo dos anos. O mandado de prisão preventiva foi cumprido nesta sexta-feira (11).
De acordo com a investigação, a vítima, atualmente com 29 anos, revelou aos familiares que vinha sendo abusada pelo pai. Conforme as apurações, a violência sexual teria resultado na gravidez do primeiro filho. A investigação também apontou que o suspeito teria tido outros filhos com a própria filha, totalizando quatro crianças, atualmente com idades entre 1 e 11 anos.
Segundo a Polícia Civil, quando a mulher contou aos familiares sobre os abusos, o investigado estava preso por outro crime. Após deixar a prisão, ele teria procurado a filha e utilizado ameaças envolvendo a criança para obrigá-la a morar com ele. A partir de então, pai e filha teriam permanecido vivendo juntos.
Durante as investigações, a Polícia Civil também identificou relatos de que o homem seria violento, agressivo e controlador. A vítima teria permanecido em silêncio por anos devido às ameaças feitas pelo pai, que, segundo o relato apresentado aos investigadores, dizia que seria solto mesmo se fosse preso e que poderia matá-la.
Após a prisão, a mulher voltou a confirmar aos investigadores os abusos e relatou que a violência teria continuado até os dias atuais. O suspeito negou as acusações e se recusou a realizar exames. Diante da gravidade dos fatos apurados, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça.
Em entrevista, a delegada Aline Lopes destacou a atuação da DPCA na apuração do caso e explicou os principais pontos que levaram à prisão do investigado. A investigação busca esclarecer toda a dinâmica dos abusos e reunir elementos que serão encaminhados ao Poder Judiciário.
Após a operação, a vítima e os quatro filhos foram acolhidos e encaminhados para receber assistência. O homem foi levado para a Unidade Prisional de Anápolis, onde permanece à disposição da Justiça. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.