Morreu neste domingo, aos 73 anos, o ex-ministro Raul Jungmann. Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, e morreu em consequência de um câncer no pâncreas.
Ao longo da carreira política, o pernambucano ocupou quatro vezes o cargo de ministro. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Ainda no governo FHC, ele ocupou as presidências do Ibama e do Incra.
Já na gestão de Michel Temer, comandou as pastas da Defesa e da Segurança Pública e também foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem, que autorizaram o emprego das Forças Armadas em Estados afetados por crises na segurança pública.
Desde 2022, ele presidia o Instituto Brasileiro de Mineração, o IBRAM, entidade que representa o setor no país. Em nota, a organização lamentou a morte de Jungmann e informou que o velório do ex-ministro ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.
O Instituto destaca que o ex-ministro comandou a entidade num momento decisivo e será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética.
Apesar da doença, Raul Jungman se mantinha ativo nas discussões sobre a exploração dos minerais críticos no Brasil.
No ano passado, durante o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, se reuniu com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para discutir o interesse americano em terras raras e minerais críticos brasileiros.