O empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e conhecido nacionalmente pela comercialização da chamada “Picanha Bolsonaro”, voltou a se manifestar publicamente sobre a denúncia registrada por uma mulher trans. Desta vez, ele utilizou as redes sociais para divulgar um vídeo em formato de encenação, apresentado como um “pronunciamento oficial” sobre o caso.
Na gravação, o empresário faz uma reconstituição fictícia dos fatos. As imagens mostram uma suposta casa de massagens, onde personagens conversam sobre chamar uma mulher trans com a intenção de extorquir um cliente. Na sequência, o personagem interpretado por Leandro deixa o estabelecimento sem realizar qualquer pagamento.
Ao divulgar o vídeo, o empresário também repetiu uma frase que já havia publicado anteriormente em suas redes sociais: “Comprou picanha, veio linguiça, não leva, devolva e não pague.”
A nova publicação acontece após ganhar repercussão a denúncia apresentada por uma mulher trans na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Goiânia.
Segundo o relato da denunciante, Leandro teria contratado um programa sexual, mas se recusado a pagar os R$ 500 acertados após um desentendimento sobre as práticas que seriam realizadas durante o atendimento.
A acompanhante afirma ainda que, ao reconhecer o empresário como proprietário do Frigorífico Goiás, questionou publicações consideradas transfóbicas feitas por ele nas redes sociais. De acordo com a denúncia, a conversa evoluiu para uma discussão, seguida de supostas ameaças.
A Polícia Civil de Goiás instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso.
Em manifestação anterior, a defesa de Leandro Batista Nóbrega negou todas as acusações, classificou a denúncia como falsa e informou que pretende adotar medidas judiciais contra a publicação da reportagem original e também contra eventuais reproduções do conteúdo.
Fonte: Fonte: Rota Policial Anápolis .