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CALOR INTENSO E ESTIAGEM MANTÊM ALERTA PARA DENGUE E CHIKUNGUNYA EM GOIÁS; SAÚDE REFORÇA QUE ELIMINAÇÃO DE CRIADOUROS CONTINUA SENDO A PRINCIPAL FORMA DE PREVENÇÃO


Mesmo durante o período de estiagem, o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika permanece elevado em Goiás. Diante das altas temperaturas, da baixa umidade do ar e das chuvas irregulares provocadas pela influência do fenômeno El Niño, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados e elimine possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com a SES, as condições climáticas aceleram o ciclo de desenvolvimento do mosquito transmissor das arboviroses. Em temperaturas mais elevadas, o inseto pode atingir a fase adulta em apenas cinco a sete dias, reduzindo significativamente o tempo de reprodução e aumentando o potencial de transmissão das doenças.

Os dados mais recentes mostram que, até julho deste ano, Goiás contabilizou 147.084 notificações de dengue, das quais 96.174 foram confirmadas. O Estado também registrou 75 mortes provocadas pela doença, enquanto outros 37 óbitos seguem em investigação.

Em relação à chikungunya, foram notificados 13.243 casos, com 11.128 confirmações. Quatro mortes já foram confirmadas e outras seis ainda estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde.

Embora os números da dengue apresentem redução em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados mais de 164 mil casos notificados e 122 mortes confirmadas, a chikungunya teve crescimento expressivo no Estado, aumentando a preocupação das equipes de vigilância epidemiológica.

A Secretaria da Saúde destaca que a maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro das residências. Vasos de plantas, caixas d’água mal vedadas, ralos, recipientes abandonados, pneus e objetos que acumulam água permanecem entre os principais locais de reprodução do Aedes aegypti. Durante a seca, o armazenamento de água também exige atenção, sendo fundamental manter todos os reservatórios devidamente tampados.

A vacinação contra a dengue continua disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes entre 10 e 14 anos. No entanto, a imunização é considerada uma medida complementar, e não substitui as ações de combate aos criadouros do mosquito.

A orientação da Secretaria é para que a população realize inspeções frequentes em suas casas, limpe calhas e ralos, descarte corretamente materiais que possam acumular água e mantenha caixas d’água e reservatórios sempre fechados. A adoção dessas medidas é considerada essencial para reduzir a circulação do mosquito e evitar novos casos de dengue, chikungunya e zika em Goiás.


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