O sindico Cléber Rosa de Oliveira foi preso suspeito pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos. Ela desapareceu em dezembro passado após descer ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás.
A prisão foi confirmada pelo delegado Pedromar Augusto à repórter Isadora Sátira, nesta quarta-feira (28). O investigador afirmou que o corpo da corretora de imóveis foi localizado. Além disso, o filho do sindico, Maycon Douglas, também foi preso suspeito por participação no crime, e a policia realizou a condução coercitiva do porteiro durante a madrugada desta quarta-feira.
Entenda: Investigação do desaparecimento da corretora
A PC chegou a apreender o equipamento que armazena as imagens das câmeras de segurança do prédio onde a corretora de imóveis desapareceu há mais de 40 dias.
Segundo o delegado André Luiz Barbosa, responsavel pela investigação, o material foi encaminhado à perícia, que verificou se houve algum tipo de adulteração, como a exclusão de videos ou outros registros.
66 O DVR (gravador de imagens) foi apreendido até para a gente poder certificar que não houve qualquer tipo de alteração, e, se houve, qual foi, em que momento foi, se existiam imagens que porventura pudessem estar perdidas e não tenham sido passados para a Policia Civil, para que a gente pudesse entender", disse o investigador a TV
Anhanguera.
Antes, o sindico foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), no último dia 19, por perseguição contra a corretora de imóveis, com agravante de abuso de função.
De acordo com a denúncia, Cléber monitorava a movimentação de Daiane e de seus hóspedes pelas câmeras do prédio e ainda teria sabotado serviços de água, energia, gás e internet dos apartamentos administrados por ela.
O MPGO destacou que a perseguição começou em 2024, após um desentendimento ocorrido em novembro, quando Daiane alugou um apartamento para duas famílias --- totalizando nove pessoas --- ultrapassando o limite máximo de hóspedes permitido pelo condomínio.
A partir desse episódic , o sindico teri passado a dificultar qualquer demanda da corretora, inclusive exigindo que solicitações de manutenção fossem feitas presencialmente, com assinatura reconhecida em cartório.
A denúncia também aponta que Cléber enviava imagens das câmeras do condomínio para a irmã de Daiane, Fernanda Alves Souza, e que o fornecimento de serviços essenciais foi repetidamente interrompido. Em uma dessas ocasiões, a própria corretora gravou um video durante uma visita de técnicos da Equatorial, quando foi mencionado que o desligamento da energia poderia ter sido feito manualmente.
O MPGO atribui ao sindico o crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (perseguição), combinado com o artigo 61 (agravante de abuso de função), cuja pena pode chegar a dois anos de prisão. Dados do Tribunal de Justiça de Goiás (T)GO) mostram que existem 12 processos envolvendo Cléber e Daiane, nos quais ele responde por violação de domicilio, lesão corporal leve, perseguição e difamação.