O prefeito eleito Márcio Corrêa (PL), assim que assumir a prefeitura, em 1º de janeiro, deve promover, entre as primeiras ações de seu governo, a exoneração de todos os servidores que ocupam cargos comissionados. Pelo menos de início o corte será feito, independentemente se o servidor ocupa função mais técnica ou é fruto de indicação política. A justificativa é tonar a máquina pública mais eficiente e, ao mesmo tempo, aproveitar melhor os recursos públicos.
Nas entrevistas que tem concedido, o prefeito eleito tem falado sobre medidas iniciais, especialmente projetadas para os primeiros cem dias de governo, com vista a enxugar a máquina e dar condições de investimento em projetos e serviços nos primeiros meses de administração. Embora ainda não confirmado por Márcio Corrêa publicamente, a divulgação do secretariado deve ocorrer no dia 19 de dezembro, data em que também será realizada a diplomação dos eleitos.
Historicamente, sempre no início de cada governo, a redução imediata no preenchimento de cargos comissionados é ato comum. Embora também o seja a reocupação das funções durante a gestão e, muitas vezes, a criação de novos cargos, numa situação que, ao final do governo, existem mais comissionados que aqueles recebidos quatro anos antes.
Portanto, a redução efetiva de gastos com cargos que, porventura, sejam considerados desnecessários para a condução da máquina administrativa, apenas ocorre efetivamente se, no organograma estrutural, esses cargos excedentes sejam extintos.